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Não é mole não, os caras não tem mais o que fazer!
Um (Naval) pede para a polícia, em vez de prender donos do "bicho" e donos de bingos, que prendam traficantes e políticos corruptos, como se isto não desse dinheiro e fosse fonte de financiamento para aquilo.
Agora o outro (Novaes), prefere que a ação repressiva seja contra as crianças, que estão a "destruir" o patrimônio público.
As praças custumam ser pelo mundo espaços de lazer, aqui elas devem ser espaços inúteis e impessoais! E que as crianças em vez da grama confortável para suas brincadeiras, as façam bem longe!
O que eu (quase) acho é que o problema é a proximidade com a Câmara, não interessa que sejam as crianças, acostumadas nas proximidades do poder, este é só para os que tem gramados em casa!
Com esses ai, onde vamos parar?!
Por Vera Saavedra Durão e Raquel Salgado, no Valor Econômico*
A indicação de Luciano Coutinho para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi muito bem recebida por empresários, acadêmicos e economistas. A presença de Coutinho nas discussões sobre os rumos da indústria e do desenvolvimento, além de sua convicção de que a valorização do câmbio tem prejudicado o setor produtivo, explicam o entusiasmo com sua escolha. Para os entrevistados, sua escolha reafirma, mais uma vez, o caráter desenvolvimentista que o presidente Lula deseja conferir ao seu segundo mandato.
A economista Maria da Conceição Tavares
A economista Maria da Conceição Tavares recebeu com entusiasmo a notícia. "Estou satisfeita, ele é um dos nossos (desenvolvimentista)". Para a economista, Coutinho é extremamente competente e diplomata, "capaz até mesmo de fazer com que o ministro (Miguel Jorge) diga que ele (Coutinho) foi escolha dele".
BNDES "tem que fazer andar o PAC"
Conceição acredita que o novo presidente do BNDES, por ser maduro e experiente, "pela maturidade e experiência", certamente saberá evitar conflitos com o ministro do Desenvolvimento. Isto, aliás, já foi sinalizado pelos rituais civilizados que cercaram a indicação do economista e sua entronização no Planalto, comentou. "Ele saberá evitar aquela "guerra surda" que acontecia entre Lessa (Carlos) e Furlan, porque Lessa foi nomeado por cima. Eles (Lessa e Furlan) passaram o tempo inteiro aos trancos, o que foi muito ruim e fez muito mal ao Lessa", disse.
Para a economista, a indicação do Coutinho afasta a ameaça do banco vir a ser privatizado, caso voltasse a ser banco de investimento com um presidente ligado ao mercado financeiro. O BNDES, diz, tem que executar a diretriz de desenvolvimento do governo. "Tem que fazer andar o PAC". Coutinho será capaz de fazer isto e, também, de conversar com os empresários, que andam insatisfeitos com o câmbio. Na sua opinião de economista renomada, sem baixar juro fica difícil fazer qualquer coisa. Mas, o presidente do BNDES, pela sua experiência, pode ajudar. Ela considera que a situação política no segundo mandato de Lula está muito complexa. "Estamos vivendo numa sociedade espatifada socialmente e, neste cenário, Lula é um brilho".
Maiores chances de sucesso
Cláudio Vaz, presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), diz que Coutinho é uma autoridade em competitividade e desenvolvimento e assume o banco em melhores condições que seus antecessores, o que aumenta suas chances de sucesso.
Na avaliação do empresário, o BNDES já vivenciou uma retomada importante nas gestões Guido Mantega e Demian Fiocca, após dois anos de inoperância. "Coutinho vai pegar o banco numa fase mais ativa, com uma dinâmica melhor e o papel do BNDES pode ser ainda melhor, porque ele vai suceder quem já fez uma boa gestão."
Para Belluzzo escolha foi "sábia"
O economista Luiz Gonzaga Belluzzo considera "sábia" a indicação. "Além de ser especialista na área, ele tem excelente relação com empresários do setor produtivo", comenta. Belluzzo acredita, porém, que o BNDES precisa de uma postura mais ousada. "Fiocca fez um bom trabalho, mas agora é preciso pensar em novas formas de financiamento e facilitar o acesso de pequenas e médias empresas."
O diretor do BNDES, Antônio Barros de Castro, também elogia o novo presidente. "O Luciano Coutinho é um dos maiores economistas industriais do país. Isso é consensual. Ele já era candidato no início do governo Lula, tem o preparo, sem dúvida alguma. E tradição no ramo", disse.
O professor da Unicamp Mariano Laplane, que teve Coutinho como orientador, diz que ele conhece profundamente a indústria brasileira, os pontos fracos e os fortes dessa atividade e saberá aprofundar o desenvolvimento do país. Vaz acredita que Lula quer imprimir a marca do desenvolvimento nos próximos quatro anos e, para isso, "o BNDES é o instrumento mais importante". Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infra-estrutura e das Indústrias de Base (Abdib), diz que vê com otimismo o anúncio. "Coutinho tem uma boa experiência acadêmica e o trabalho feito na consultoria deu-lhe também experiência em avaliação de negócios."
* Intertítulos do Vermelho
Valor Econômico
A direita conservadora (PiS) e os seus aliados católicos de extrema-direita (LPR), sofreram uma pesada derrota na semana passada com a rejeição das cinco propostas que visavam a proibição total do aborto.
Logo após a votação parlamentar, na última sexta-feira (13) o presidente da Dieta (câmara baixa do parlamento polonês), Marek Jurek, do Partido Lei e Justiça (PiS), no poder, anunciou a sua demissão, assumindo a responsabilidade pessoal pela retumbante derrota do projeto de revisão constitucional.
As cinco propostas apresentadas foram sucessivamente rejeitadas pelo parlamento, onde a direita ultra-católica não logrou obter a necessária maioria de dois terços.
Ainda assim, três alterações foram votadas com maioria simples e a última delas, que visava instituir "a dignidade do Homem desde a concepção", obteve um considerável apoio de 269 deputados, ficando a apenas 27 votos da maioria exigida de 296 votos.
A ideia de rever a Constituição partiu da extrema-direita católica, da Liga das Famílias Polacas (LPR), e recebeu o apoio do principal partido do governo, o PiS, dos gêmeos Kaczynski, que tiveram a seu lado os círculos mais reacionários da igreja católica, representados pela estação Rádio Maryja, e o próprio episcopado polonês.
O objetivo inicial era inscrever na lei fundamental "a protecção da vida humana desde a concepção até à morte natural". Contudo, conscientes de que se tratava de uma questão susceptível de criar divisões não só do seu partido como na sociedade em geral, os Kaczynski amenizaram a proposta, tentando que a Constituição consagrasse como definitivo e inalterável "o atual grau de proteção da vida", acrescentando-lhe "a proteção legal" do feto e uma "ajuda estatal às mulheres grávidas".
Todavia, as divergências na bancada dos conservadores eram mais profundas do que se poderia imaginar. No dia da votação, 60 deputados do PiS exigiram a retirada das propostas de alteração, antecipando o iminente fracasso do projeto, para o qual muitos deles não hesitaram em contribuir.
Desta vez, a vitória política foi reclamada pelos sociais-democratas e pelos liberais da Plataforma Cívica (PO) que se opuseram a qualquer revisão.
As organizações feministas e de esquerda, que se manifestaram nas últimas semanas em defesa dos direitos da mulher, saudaram a recusa parlamentar, mas sabem que esta foi apenas uma batalha ganha numa guerra que irá continuar, pelo menos, a julgar pelos ameaçadores avisos dos católicos da LPR.
Jornal Avante!